Category Archives: Ranunculaceae

Aconitum napellus

By   janeiro 8, 2017

Aconitum napellus L.

Nomes populares: acônito, monkshood, acónito, tora blava, aconit, mönchhut, napello, stormhatt,monnikskap, auld wife’s huid, blue rocket, friar’s cap, monkshood, wolfsbane, aconite, venus’ chariot, wolfsbane garden, monk’s hood garden, aconite maralobo, aconite saludable, aconite de flor grande, aconite napelo, anapello, anapelo, capilla de mono, delfinium, espora, espora-de-jardim, haba de lobo, kurt, larkspur, raiz del diablo, staggerweed.

Parte utilizada: raiz

Uso popular: analgésico, usado nas nevralgias, gota, reumatismo, afecções respiratórias (gripe, coriza).

Aconitum napellus é utilizada em homeopatia na forma de tintura-mãe nos casos onde é necessário uma ação breve em inflamações causadas pela esposição ao frio e ao vento ou ao calor excessivo e nos casos onde se deve afrontar as consequências de traumas devidas ao medo ou susto. Também é indicada para tratar congestão intensa, pele seca e quente com sensação de queimadura, pulso acelerado, agitação e ânsia, inquietude e hipersensibilidade excessiva quando esses sintomas são agravados pelo barulho, pela música, pela luz, pelo odor, pelo frio ou calor intensos e pelo movimento. É utilizado na hipertensão quando são presentes os sintomas de palpitação, taquicardia e pulso acelerado. Febre que se manifesta súbito muito alta, acompanhada de pele quente, tremores e sede intensa ou febre associada ao resfriado agudo e tosse seca, rinite ou laringite aguda. Dor, nevralgia, taquicardia, hipertensão, dor e inflamação auricular, congestão estomacal, dor de dentes, hemorroidas e diarreia.

Em caso de abuso de Aconitum napellus os antídotos são Coffea e Nux vomica.

Aconitum napellus é uma herbácea que cresce espontaneamente nos bosques das montanhas europeias.

As flores de Aconitum napellus são azuis escuro.

Aconitum napellus contém aconitina que é uma substância venenosa que era usada para envenenar flechas e lanças.

O genero Aconitum spp. apresenta o alcalóide atisina cujo precursor biogenético é o isopreno diterpênico.

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(Farmacognosia da planta ao medicamento. 6 edição. Organização: Cláudia Maria Oliveira Simões, Eloir Paulo Schenkel, Grace Gosmann, João Carlos Palazzo de Mello, Lilian Auler Mentz e Pedro Ros Petrovick. Editoras UFRGS e UFSC, 2010).

 

Adonis vernalis

By   dezembro 28, 2016

Adonis vernalis L.

Nomes populares: adônis, adonis-da-primavera, yellow adonis, false hellebore, ox-eye, peasant’s eye, spring pheasant’s eye, botón de oro, adonis, adonide primaverile, eléboro falso, ojo de perdiz

Parte utilizada: parte aérea

Uso popular: cardiotônico, sedativo, vasodilatador, vermífugo, emenagogo. Utilizado em casos de epilepsia, pericardite, endocardite e miocardite crônicas, insuficiência cardíaca congestiva, contrações prematuras do músculo cardíaco, taquicardia, arritmia, tosse asma, cãibras e de dor reumática.

 Existem diversas preparações fitoterápicas no Brasil com Adonis vernalis isolada ou em combinações. Estes fitoterápicos são indicados como tranquilizantes, sedativos, ansiolíticos e hipnóticos.

Pessoas com gastrite e úlcera gastroduodenal devem utilizar com muito cuidado. É contra indicada por quem utiliza heterosídeos cardiotônicos, quinidina, laxantes antraquinônicos ou diuréticos tiazídicos.

Seus principais constituintes químicos são flavonoides (adonivernitina), ácidos orgânicos, cimarósido, adonitoxósido, sais minerais, glucosídeos e glicosídeos cardioativos (cardenolídeos, sendo adonitoxina o principal).

Apesar do uso de Adonis vernalis e suas preparações em produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes foi proibido pela ANVISA na RDC Nº 48, de 16 de março de 2006, esta espécie foi registrada como fitoterápico associado e é um dos medicamentos mais utilizados em homeopatia. 

Em caso de superdosagem, Adonis vernalis pode causar alterações do trato gastrointestinal como náusea, vômito e diarréia.

Adonis vernalis apresenta mecanismo de ação semelhante ao da Convalaria majalis.

Adonis vernalis não apresentou efeitos tóxicos quando administrada por via oral em ratas Wistar, incluindo gestação e lactação, em ratos Wistar e em coelhos Nova Zelândia.

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(Fitoterapia – Fitofármacos, Farmacologia e Aplicações Clínicas. 2ed. 2006).
(Portal ANVISA).
(Situação do registro de medicamentos fitoterápicos no Brasil. Ana C. B. Carvalho, Evelin E. Balbino, Artur Maciel e João P. S. Perfeito. Revista Brasileira de Farmacognosia, v. 18, n. 2, 2008).
(Anexo 1 da Farmacopéia Homeopática Brasileira, 2ª edição, Parte 1, Métodos Gerais).
(Toxicidade Pré-Clínica de Fitoterápico Contendo Passiflora alata, Erythrina mulungu, Leptolobium elegans e Adonis vernalis. Fernanda Bastos de Mello, Augusto Langeloh e João Roberto Braga de Mello. Latin American Journal of Pharmacy, v. 26, n. 2, p. 191-200, 2007).